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samedi 29 janvier 2011

ELE ANDOU COM DEUS.....................................................

- "Nem um instante penso viver sem ! ti, Senhor. Tenho tudo, quando me sinto perto de ti, porque tu, Senhor, és o meu tesouro! Suspiro por ti, oh! Senhor! Tenho, sede de ti. Somente em ti meu coração des­cansa".
Em suas longas jornadas em busca de almas para o reino de Deus, os pés de Sundar Singh sangravam...
 - Eu não posso rejeitá-lo.  Seguirei a Cristo por onde Ele me conduzir.
 
- Não posso enfraquecer o espírito com esta vinda aqui. Devo dar-lhe uma explica­ção mais completa: afinal de contas, por que apegar-me-ia eu à vida? Estou bastan­te forte para viajar de novo e, se necessá­rio, morrer por Jesus.
O médico nada pôde fazer para que ele desistisse daquela viagem.
- Voltarei de novo no outono, se tudo for bem, disse ele, ao se despedir.
E foi. E nunca mais voltou. O seu corpo não foi encontrado em parte alguma. Não houve notícia de que tenha cruzado com algum viajante ou que passasse em algum lugarejo. E provável que no Himalaia este­ja hoje a sua sepultura.
Sobre o gelo, sangue: pés feridos em ca­minhos de brancura, rasgando o alvor da neve. A noite, o frio, o vento, a solidão, o •gelo, o gelo, o gelo... Rubros de sangue, vio­lentados pelos climas glaciais, sobre as montanhas os pés de Sundar Singh deixa­ram um rastro vermelho, um doloroso ras­tro de sacrifício pelo Evangelho, testemu­nho vivo dos caminhos de luz que condu­zem a Jesus Cristo e às Planícies da Paz.
Ó vós que na índia, sobre o Himalaia, no Tibete ou em qualquer outro vale de es­curidão, trilhais os caminhos da morte, ouvi a voz desse que clamou sobre as mon­tanhas, entre os viajores, nas aldeias, nas cidades, nos continentes, anunciando a Redenção. Aquela voz que se perdeu entre os abismos frios; aqueles pés sangrentos que pela última vez pisaram a face da ne­ve, vê-los-emos nas ruas da Jerusalém eterna, no dia em que, entre glórias e hosanas, contemplarmos no Céu a majestosa e serena face de Cristo!
 

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